Por ímpeto…
Este é o momento em que somos arrastados para dentro de nós mesmos, por ímpeto ou mesmo desdém de uma força desconhecida e vasculhamos a nossa memória, o nosso ego… Interpretamos os nossos sentidos e as sensações que eles nos oferecem e do emaranhado de vida surge a virtude a força de escrever o que é nosso. Saltamos fora do labirinto feito de nós e depositamos sofregamente o que trazemos num papel cru que ganha a nossa vida. Voltamos novamente e as ideias surgem de todas as direcções e em todos os sentidos. Num gesto pertinaz abraçamos o máximo que se consegue e assim faz quem é levado para dentro de si próprio numa fugaz mas abundante torrente de ideias e visões. Se os não evitarmos, a estes estados ou estádios (?) poderemos perpetuar aquilo que somos para uso futuro de semelhantes ou nós próprios. As nossas memórias correm no sentido inverso ao da nossa vida e quanto mais longe estamos do seu tempo mais transparentes se tornam até que podemos ver o nada através delas.

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